Impactos da inteligência artificial no cenário logístico

Impactos da inteligência artificial no cenário logístico

Estudos realizados pela consultora PricewaterhouseCoopers (PwC), preveem “Ecossistemas conectados e autônomos de cadeia de suprimentos em 2025”. O resultado do estudo avaliou todas as redes envolvidas em levar o produto dos fornecedores até os clientes, no cenário brasileiro observou-se que a maioria das empresas do país têm nível de médio a alto de maturidade da cadeia de suprimentos, sendo 36% do sistema organizado do início ao fim.

A primeira operadora logística brasileira que deu a largada rumo à logística inteligente em janeiro de 2021 foi a Cargolift, que é uma transportadora que realiza mais de 15 mil viagens mensais. A empresa decidiu investir em tecnologia de ponta, depois de passar por muitos gastos em viagens, após as entregas.

Depois de muitos estudos e viagens em busca de conhecimento e inspiração, nos Estados Unidos, Europa e Israel, a empresa encontrou a solução em uma startup curitibana chamada Matrixcargo.  O principal objetivo da transportadora foi automatizar processos de logística por meio de inteligência artificial, especialmente com foco no processo de ganha-ganha, entre a operadora logística, caminhoneiros e a Matrixcargo.

Por em se tratar de um projeto piloto, cujo a Cargolift é a primeira cliente da Matrixcargo, o serviço que a startup oferecerá será o de Otimizador Matrix, que trata-se de um robô que interage com todas as áreas da transportadora, que irá gerar automação dos processos e agilidade. O CEO da Cargolift, Marcos Rosa: “A expectativa é que a plataforma gere ganho para toda a cadeia, embarcadores, transportadores e motoristas. Esperamos reduzir em até 70% os custos com deslocamento vazio, aumentando a produtividade da frota própria e agregados, e em consequência proporcionar redução de custos para os nossos clientes”.

Para que o robô aprenda os dados operacionais de logística da empresa, foi necessário contratar programadores ou como classificado por Natalia Anile Santos, gerente da Cargolift, “professores de robôs” e complementa “Usamos este termo para descrever a atuação do nosso novo tipo de colaborador. Essas contratações vão de encontro com a qualidade das informações que precisamos no sistema. O robô precisa entender o nosso processo, as nossas informações, então a gente busca profissionais e está desenvolvendo pessoas para que elas possam alimentar o sistema corretamente, e ensinem o robô a expertise que reunimos ao longo de 26 anos para que ele possa atender às nossas necessidades”

Com o robô em operação desde o final de mês de janeiro deste ano, a empresa visa reduzir a quantidade de veículos transitando sem carga, bem como a diminuição de emissão de CO2 ao meio ambiente.

Concluiu Markenson Marques, CEO da Cargofit, “Sonhamos com a transformação que estamos vivendo hoje lá em 2017, quando reunimos nossa equipe em um evento para pensar de forma disruptiva. As mudanças no setor logístico precisam ocorrer de forma colaborativa. Precisamos pensar em todos os envolvidos na cadeia, principalmente no caminhoneiro. Quando as outras ferramentas da Matrixcargo estiverem disponíveis, certamente será uma revolução no setor”

Share this post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

2 × 4 =